O que fazer em Quixadá? | Dicas de turismo de aventura

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Quando se fala em turismo no Ceará, uma boa parte das pessoas pensam no nosso litoral incrível e suas famosas praias. Mas você já pensou o quanto pode ser interessante fazer um turismo de aventura numa cidade no meio do sertão cearense?



Quixadá é a cidade certa para sua aventura. Cerca de 170kms de Fortaleza e famosa pelos seus monólitos, é o local perfeito para realizar escaladas, trilhas, rapel, voo livre e ganhar, de presente da natureza, cenários de tirar o fôlego, literalmente!

Nossa primeira dica é: não se aventure sozinho nessa! Quixadá já possui agências que vão te levar aos lugares que você precisa conhecer, respeitando a preservação dos locais e a sua segurança. Nesse post, vamos destacar algumas sugestões de passeios para você se programar na sua passagem por lá.

Bem, se você nunca fez escalada, é possível fazer um curso básico para iniciantes com a empresa Quixadá Turismo, onde você irá conhecer técnicas de escalada, fazer nós, movimentação em rochas, tipos de escaladas, melhores equipamentos, entre outros. São 4 dias de curso divididos em oito aulas, com muita teoria e prática, somando uma carga horária de mais de 32 horas/aula.




O visitante poderá fazer trilhas leves e moderadas e destacam-se a trilha da galinha choca, um dos famosos monólitos da região, a trilha da cabeça da bruxa, entre outras. A depender do pacote contratado, poderá também fazer rapel e/ou escalada, como ir até o Cume Faladeira, uma rocha situada perto da parede do Açude do Cedro, onde poderá se ter um visual de 360º e conferir aquele pôr do sol perfeito.

Onde se hospedar em Quixadá? Conheça o Hotel Vale das Pedras clicando aqui.

Ficou interessado? O contato da Quixadá Turismo é (88) 9 9925.2127 e no instagram eles podem ser encontrados no @quixadaturismo_

Mas se tua aventura é ir um pouco mais alto, que tal um voo pela região? Voos de parapentes são bem comuns em Quixadá devido aos seus ventos ideais para essa prática de esporte e a cidade é considerada o melhor lugar da América Latina para voo livre.

Com uma paisagem típica do sertão nordestino e sua vegetação de caatinga, você vai se deslumbrar com essa aventura e encontra na cidade algumas agências e pilotos divulgando o serviço. O Hotel Pedra dos Ventos também indica o serviço, tendo inclusive 4 rampas de voo livre.

Alguns cuidados, contudo, são importantes. Checar se o profissional que fará o voo tem habilitação homologada por órgãos nacionais é o primeiro passo para ter uma prática segura.

Você pode obter maiores informações com a Quixadá Aventura, através do número (88) 9 9911.3182 e no instagram eles podem ser encontrados no @quixadaaventura



Aproveita que já vai estar por Quixadá e confere o Roteiro Caminho das Pedras. Clica aqui para saber mais a respeito.

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Passeios de barco em Fortaleza

domingo, 12 de abril de 2020

Fortaleza oferece tanto para visitantes quanto aos seus moradores diversos atrativos e hoje vamos destacar três passeios de barco que podem ser feitos tanto no mar quanto em rio. Seja sozinho, casal, família ou em grupo, é uma ótima forma de conhecer melhor a cidade e claro, fazer um passeio diferente do habitual.



1 - Passeio no Rio Cocó

Pouca gente sabe que é possível fazer um passeio pelo Rio Cocó, que acontece nos fins de semana e feriados das 8h às 13h. O passeio é tranquilo e é uma ótima oportunidade de desfrutar da natureza no coração da capital cearense. O agendamento pode ser feito através do número (85) 99205-3948 e no instagram (@navegacao_coco) você encontra mais informações. O passeio custa R$ 10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia.




Quer conhecer mais dicas sobre Fortaleza? Basta clicar aqui.

2 - Passeio de veleiro na Praia de Iracema

O passeio na orla da Praia de Iracema é tradicional e já é feito faz mais de vinte anos! A saída da embarcação é na Avenida Beira Mar, 4.293, na Praia do Mucuripe. Com duração aproximada de duas horas, é possível fazer um delicioso tour pela orla de Fortaleza. O passeio é feito todos os dias, sendo duas saídas, às 10h e às 16h. Recomendamos o passeio da tarde por dois motivos. O primeiro é que o passeio da manhã depende da quantidade de pessoas na embarcação. Se não atingirem uma quantidade mínima, eles não fazem o passeio. É necessário checar antes através do telefone (85) 3263.1085. Na parte da tarde todo dia tem, então é mais garantido! O segundo motivo é que nada se compara ao ver o pôr do sol estando em alto mar.

Durante o passeio, o veleiro dá uma parada de 25 a 30 minutos para mergulho. A embarcação possui guia turístico que vai explicando um pouco tanto sobre navios ancorados ou naufragados, quanto sobre pontos turísticos da cidade, além de serviço de bordo que pode ser contratado a parte. A equipe foi de extrema cortesia e atenção, nos sentimos muito cuidados.

Sites de compra coletiva costumam vender os ingressos para o passeio, que custam, em média, R$ 30,00 por pessoa. Crianças até 4 anos não pagam.








3 - Passeio de barco pelo Rio Ceará

Um dos passeios mais tradicionais de Fortaleza, mas que funciona somente com agendamento prévio que pode ser feito através do telefone (85) 98753-3940. Os passeios saem do Polo Turístico da Barra do Ceará e dura cerca de duas horas, indo até Iparana, na Caucaia. Há uma parada na área de manguezal onde os visitantes podem tomar banho no Rio. 




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7 museus para você visitar no Maciço de Baturité

sábado, 11 de abril de 2020

Quem acompanha nossas viagens #rodandopeloceara sabe que os museus são parada obrigatória. Sempre gostamos de incluir a visita a esses espaços de memórias e, por isso, resolvi fazer um post indicando alguns locais bacanas que você pode visitar quando estiver viajando pelo Maciço de Baturité.

Anota todas as dicas e separe ao menos 3 dias na sua agenda pra desbravar tudo que o Maciço tem a oferecer. No final do post, tem mais algumas sugestões de locais que você pode visitar na região.



1. Museu da Aviação (Guaramiranga)

Localizado no Hotel Vale das Nuvens e recentemente inaugurado, o Museu EPCAR - Força Aérea Brasileira é uma ótima oportunidade de você conhecer um pouco da história da aviação. Além da poder ver de perto uma aeronave Xavante, a primeira fabricada no Brasil, o visitante poderá fazer um voo virtual em um verdadeiro avião de caça brasileiro.

Endereço: Hotel Vale das Nuvens, Sítio São Francisco, S/N, Zona Rural, Guaramiranga





2. Museu Estação Ferroviária (Baturité)

Em Baturité, o Museu Ferroviário da cidade conta a história de uma das primeiras estações ferroviárias do Ceará, cujo prédio foi inaugurado em 1882, ainda no governo imperial de D. Pedro II. A estrada de ferro de Baturité tinha como objetivo o escoamento da produção serrana para a capital cearense, principalmente algodão e café, e a principio seria apenas um ramal da estrada de ferro.

A chegada do trem trouxe desenvolvimento tanto para a cidade de Baturité quanto para as vizinhas. No Museu, o visitante se deparará com peças que contam os tempos áureos dessa época, desde os bancos da antiga estação até mesmo peças dos trens, além de documentos, fotos, mobiliários das antigas residências da região.





O visitante irá conhecer também a Maria Fumaça, primeira locomotiva a vapor fazer o percurso Fortaleza x Baturité, no ano de 1882. Trata-se de um monumento comemorativo e de grande valor, inaugurado no primeiro centenário da Estação Ferroviária da cidade.

Endereço: Praça Osmar Marinho - Putiú, Baturité


A visita ao Museu Estação Ferroviária faz parte da Rota do Café Verde. Para conhecer mais dessa rota, basta clicar aqui.

3. Museu Comendador Ananias Arruda (Baturité)

Criado em Junho de 1981, o Museu Comendador Ananias Arruda é de ordem privada e mantido pela Fundação que leva o mesmo nome, afim de preservar tanto a história da cidade quanto a de seu homenageado. A casa onde funciona o Museu era a residência do Comendador. Seu acervo é composto por objetos pessoais, bem como documentos e peças importantes que contam a história de Baturité.

Endereço: Avenida 7 de Setembro 1.097, Centro - Baturité




Quer conferir mais dicas sobre o Maciço de Baturité? Clica aqui e saiba mais.


4. Museu Comunitário da Serra do Evaristo (Baturité)

Fundado em 2013, o Museu Comunitário é fruto do registro e pesquisa do sítio arqueológico descoberto na comunidade quilombola da Serra do Evaristo, sob coordenação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – o IPHAN. É possível apreciar na visita relevantes achados das escavações, que revelam o passado indígena pré-colonial, como urnas funerárias, instrumentos em pedra polida (machadinhas, fusos), entre outros inúmeros vestígios arqueológicos com mais de 700 anos que compõem o acervo.

Endereço: Serra do Evaristo, s/n, Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo, Zona Rural - Baturité




5. Ecomuseu de Pacoti (Pacoti)

Primeiro museu brasileiro feito de plástico reciclável e ecológico, o Ecomuseu é uma entidade comunitária que nasceu da iniciativa de transformar jovens ao explorar o território que habitam e busca incentivar a iniciação científica entre estudantes de ensino médio da rede pública estadual. O Ecomuseu é ainda um espaço de exposições e palestras sobre o patrimônio cultural e natural de Pacoti e região serrana.

Endereço: Rua Divino Salvador, 25, Anexo ao Campus Experimental de Educação Ambiental e Ecologia da UECE, Centro - Pacoti


6. Fazenda Floresta (Guaramiranga)

Apesar de não ser propriamente um museu, a Fazenda Floresta, situada em Pernambuquinho, distrito de Guaramiranga, leva o visitante a conhecer processos de produção do café, com a exposição de um maquinário antigo. Uma verdadeira viagem no tempo!

No local, é possível conhecer desde banco de mudas, visitar ao cafezal e aprender sobre o processo de beneficiamento do café: pilar, torrar e moer, que que depois pode ser adquirido na lojinha que comercializa, além do café, outros produtos produzidos artesanalmente na Fazenda Floresta, como açúcar mascavo, rapadura, farinha de banana, banana-passa, cachaça de banana, licores, entre outros.

Endereço: Rua Limoeiro, 836, Pernambuquinho, Guaramiranga





7. Memorial da Fotografia (Guaramiranga)

O Memorial da Fotografia de Guaramiranga - Sala Fernando de Mendonça é um espaço localizado na praça da cidade, ao lado do Teatro Raquel de Queiroz e que relata a história do município através de fotografia antigas. Trata-se de uma pequena sala com um acervo bem simples, mas que vale a sua visita. É inegável considerar a relação da fotografia e a memória da cidade, utilizando-a inclusive como fonte documental de uma realidade passada. Através da exposição, é possível construir algumas narrativas e conhecer um pouco da história do município, além de algumas curiosidades, como o registro da propriedade onde a escritora Raquel de Queiroz passava suas férias escolares (aproximadamente no ano de 1925), bem como a propriedade da família Caracas e Linhares, que hospedou em 1889 o Conde d'Eu (marido da princesa Isabel), durante sua excursão política pelo Nordeste. É possível também ver nas fotos como era a cidade em seus dias de festa. Seus primeiros colégios, comércios e fazendas.





Mesmo dentro de sua simplicidade, vale a sua visita ao espaço. Aberto de segunda a sexta-feira, na mesma sala também funciona uma espécie de ilha digital para alunos da rede municipal. É uma pena que com o maior fluxo turístico nos fins de semana, o mesmo encontre-se fechado. Mas caso tenha a oportunidade de ir durante a semana, inclua-o em seu roteiro de visita.

Endereço: Ao lado do Teatro Rachel de Quiroz, na praça central, Guaramiranga

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E aí? Quer conhecer mais do Maciço de Baturité?

Conheça os atrativos turísticos das cidades e monte seu roteiro com as nossas dicas. Basta clicar nos links abaixo:

Baturité

Estação Ferroviária e Maria Fumaça
Escadaria e Imagem de Nossa Senhora de Fátima
Igrejas e prédios históricos

Guaramiranga

5 atrativos religiosos para conhecer em Guaramiranga
Guaraminga | Trilha do Café e muita história para saborear

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Viaje mais, conheça o Ceará!

Mapa da Cachaça no Ceará

sábado, 4 de abril de 2020

A cachaça é uma das bebidas mais tradicionais no Brasil, tendo inclusive um dia "só pra ela" - o dia 13 de setembro. Pinga, aguardente, branquinha... Esses são apenas alguns "apelidos" carinhosos que a bebida ganhou no País. De norte a sul, é produzido mais de um bilhão de litros por ano, com exportação para mais de sessenta países.


Existem alguns museus que prestigiam a história da bebida no Brasil, como o Museu da Cachaça de Lagoa do Carro (PE), ou o Museu da Cachaça de Paty de Alferes (RJ), além de museus em Minas Gerais e São Paulo (fonte aqui).

Aqui no Ceará temos dois grandes espaços para contar essa história, listados logo abaixo, além de outros atrativos que têm a bebida como atrativo. Pensando nisso, resolvemos destacar alguns locais no Ceará que você poderá conhecer mais sobre a história e fabricação da bebida. Mesmo para quem não aprecia, a visitação aos locais abaixo relacionados valem a pena por toda a história contida nesses espaços e grandes curiosidades que o visitante irá encontrar.

Museu da Cachaça | iPark Complexo Turístico

Fonte da foto: Diário do Nordeste

O Museu da Cachaça do complexo turístico Ipark, localizado na cidade de Maranguape, localiza-se na primeira propriedade que sediou a Ypióca, em um casarão do século XIX. No local, através de visita guiada, é possível conferir um acervo completo com mapas, documentos, fotos e filmes, além de maquinário, garrafas e equipamentos da época da produção, além de um canavial. Destaca-se ainda, no roteiro, a visitação ao maior barril de cachaça do mundo, com oito metros de altura e capacidade para 374 mil litros, tendo inclusive entrado no Guinness Book.

Museu do Engenho Colonial | Engenhoca Parque
Nossa segunda dica é visitar o Museu do Engenho Colonial, localizado no Parque Engenhoca, no município de Aquiraz, de propriedade da Colonial. Com uma exposição permanente, o Museu conta com salas que apresentam ao visitante desde a colheita da cana, passando por elementos histórico-culturais e apresentando também cada etapa do trabalho artesanal, que vai desde os primeiros engenhos de tração animal até a produção industrial da cachaça. 



Museu Senzala Negro Liberto
Apesar do grande atrativo do Museu Senzala Negro Liberto, em Redenção, ser a história relacionada a casa grande e os escravos, onde é possível inclusive visitar uma antiga senzala, não se pode ignorar a preservação dos fatos ali relacionados à produção da Cachaça Douradinha. No local, peças antigas preservam essa história e ainda é possível ver o funcionamento do engenho de cana de açúcar, passando por peças de tração animal até a infra-estrutura atual da produção, onde é possível apreciar desde uma máquina de moagem de 1927, fabricada na Escócia.



Casa dos Licores
Em Viçosa do Ceará, a pedida é visitar a Casa dos Licores, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade e que possivelmente é o que mais vale a visita. O local é mantido por mais de 50 anos pela família Carneiro. Começou com o pai, Alfredo, e hoje é continuado por uma das filhas, Teresa. No local é possível degustar cachaças e licores artesanais, além de se embebedar, literalmente, nas histórias da família, tudo regado ao som de pífano, que originalmente era tocado por seu Alfredo.








Casa José de Alencar: 5 equipamentos culturais para conhecer

A Casa José de Alencar, localizada em Fortaleza, além de ser um espaço incrível para você visitar, fazer aquele picnic em família ou amigos, faz parte da Rota Caminhos de Iracema (clique aqui para saber mais) e também possui mais 5 equipamentos culturais abertos a visitação pública. É sobre esse espaço cultural que vamos falar um pouco sobre eles hoje.


Trata-se de um centro cultural que guarda muitas histórias sobre um dos mais célebres escritores do Ceará. Funciona em um sítio localizado na Av. Washington Soares, 6.055, em Fortaleza, e que oferece a visitação a cinco equipamentos importantes para conhecer um pouco mais sobre Alencar e outros temas.

A construção da Casa José de Alencar é do século XIX e foi onde José de Alencar nasceu e passou parte da sua infância. Em 1965, foi adquirida pela Universidade Federal do Ceará (UFC), que resolveu transformar o local em um espaço cultural.

O conjunto arquitetônico abriga ruínas arqueológicas e suas edificações históricas. O visitante terá a oportunidade de conhecer a casa onde José de Alencar viveu parte da sua vida, além outros equipamentos que também ajudam a contar a história do autor, entre eles a Pinacoteca Floriano Teixeira, que expõe 32 quadros que retratam personagens da obra romanesca de José de Alencar. Através das pinturas é possível fazer um verdadeiro mergulho na obra literária de Alencar.

O espaço conta também com o Salão Iracema, que abriga uma coleção do renomado artista cearense Descartes Gadelha e que retrata também a obra de Iracema. São 33 desenhos a bico de pena em naquim e uma tela a óleo. Também podemos destacar o Museu Arthur Ramos, que possui duas exposições permanentes, sendo uma sobre a Cultura e Religião Afro-Brasileira (uma das principais coleções etnográficas do Brasil) e outra sobre Renda de Bilros (com mais de 3 mil exemplares de renda coletados em todo o Ceará).

Por fim, poderá conhecer as duas bibliotecas: a Biblioteca Comunitária O Guarani e a Biblioteca Braga Montenegro, que conta com uma vasto material digitalizado relativo à obra de José de Alencar, assim como seus manuscritos.

As visitas, que são gratuitas, acontecem de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Aos sábados, acontece das 08h às 12h.

Conhecer para preservar: visitamos o Projeto Manatí que cuida de peixe-boi

quinta-feira, 12 de março de 2020

Oi gente,

hoje iniciamos aqui no blog uma série nova de postagens que visam mostrar lugares incríveis no Ceará que trabalham com a proteção e/ou preservação da nossa fauna e flora. E a gente não podia ter começado melhor: visitamos o Projeto Manatí, da ONG Aquasis, que tem um trabalho espetacular com peixes-boi.



Sobre o peixe-boi

Os peixes-boi, também conhecidos como manatís, apesar de viverem na água, não são peixes e sim são mamíferos, mais especificamente mamíferos aquáticos. Eles vivem em águas rasas da costa oceânica e é uma espécie extremamente vulnerável e que enfrenta problemas como poluição das águas, mudanças climáticas, destruição dos habitats e acidentes com embarcações e redes. A fêmea apresenta um ciclo reprodutivo bem lento, gerando um único filhote a cada quatro anos, e isso faz com que os danos a essa população sejam muito mais difíceis de serem revertidos.

O Ceará é um dos últimos estados em que ainda sobrevive o peixe-boi marinho. Segundo o veterinário Victor Luz, em entrevista para o programa 50 por 1, o número de animais na natureza diminui em um ritmo preocupante e a estimativa são de apenas 1.100 animais no Nordeste do Brasil. Juntamente com o boto-cinza, o peixe-boi corre sérios riscos de extinção. O Ceará possui ainda o maior número de encalhes de filhotes de recém-nascidos do país, com uma média de quatro a cada ano.

A ONG Aquasis

A Aquasis desenvolve esse trabalho incrível e luta pela conservação da espécie. No projeto Manatí, que é apoiado pelo SESC e tem o apoio da Petrobrás, biólogos e veterinários se dedicam ao resgate, reabilitação, estudo e criação de políticas públicas para a conservação tanto do peixe-boi quanto do boto-cinza.


Outra coisa que soubemos durante a visita é que eles mantêm uma equipe de resgate 24 horas para o atendimento de animais encalhados. Contam também com um Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos (CRMM). Em seis anos de existência, o Projeto já resgatou mais de 23 peixe-bois e 300 cetáceos, entre golfinhos e baleias. Caso você aviste algum animal encalhado, ligue imediatamente para a equipe da Aquasis. O telefone é: 85 3113 2137 / 99800-0109.

A visita

Vamos falar da visita. A Unidade da ONG fica localizada dentro da Colônia Ecológica do SESC Iparana, na cidade de Caucaia, cerca de uns 13kms de Fortaleza. As visitas devem ser agendadas e o contato pode inicialmente ser feito através do telefone (85) 3318 4911 ou nas redes sociais do projeto (que deixarei mais abaixo).



Após o agendamento, basta se dirigir ao local no dia e horário marcado. A visita é gratuita e lá você será (muito bem) recebido por um membro da equipe que explicará todo o trabalho desenvolvido. A exposição é pequena, mas incrível pela possibilidade e oportunidade de você aprender / conhecer mais sobre esse animal e também sobre como o Projeto Manatí ajuda na conscientização da população e também no resgate e cuidado com o peixe-boi.

Ficamos um bom tempo lá conversando sobre o projeto, assistimos um vídeo curtinho bem interessante mostrando o trabalho da ONG e claro, fizemos fotos com os vários modelos em tamanho real que eles têm dispostos lá. 

Importante ressaltar que apesar deles terem no local o Centro de Reabilitação dos Mamíferos Marinhos, não é possível ter contato com os animais visto que é uma forma deles "não se acostumarem" com os humanos, pois os mesmos serão devolvidos à natureza após um período de reabilitação e readaptação.

Finalizando

Particularmente esse é o tipo de roteiro que nós amamos fazer. É muito importante quando temos a oportunidade de agregar lazer a informação, cultura e aprendizado. Se você é de Fortaleza ou região metropolitana, ou estiver visitando nossa cidade, recomendo muito que tire um tempinho e faça esse roteiro, especialmente se você estiver com crianças. Tenho certeza que todos irão gostar!

Ah, e lembre-se de marcar a gente através da #rodandopeloceara.

O que fazer em Mulungu | dicas gerais

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Mulungu é uma cidade a 120kms de Fortaleza, localizada no Maciço de Baturité. Trata-se de um destino ainda novo quando comparado a vizinha Guaramiranga, mas que apresenta excelentes opções para quem busca uma viagem nas serras cearenses.



Lá no nosso instagram @rodandopeloceara deixamos algumas dicas de locais que valem a pena o visitante conhecer e achamos que seria mais prática a consulta para o leitor trazendo-as aqui pro blog. Então abaixo incorporamos essas dicas para você organizar melhor a sua passagem por Mulungu.

SANTA DEMOLIÇÃO: Se você é um apreciador de artes, vai gostar de conhecer o @santademolicao, um antiquário localizado em um galpão do século XIX. O espaço tem um acervo que conta com obras de Di Cavalcanti e Aldemir Martins, entre outros. Funciona aos sábados, das 10h às 18h, mas é importante confirmar se estará aberto no telefone (85) 99987-0003



CAFÉ D'NAS: O Café D'nas é uma outra opção do que conhecer em sua passagem por Mulungu. Lá você pode visitar o sítio onde tem a produção e conhecer os processos que o café passa. Encomendas, agendamento e maiores informações com Dirlan Café: (85) 99715-6242. Agende sua visita!



TRILHAS E ECOTURISMO: Se você gosta de natureza e aventura, uma ótima opção é fazer trilhas com um guia local e o @markinhosadventure vai te levar para conhecer locais incríveis, como a Cachoeira Redonda.



SÍTIO VILLA NOVA HOLANDA: Em Mulungu você poderá ter uma ótima experiência gastronômica em uma casa secular, desfrutando de um bom café colonial no Sítio Villa Nova Holanda. É preciso fazer reserva no 85 98223 7209. Também funcionam como hospedagem.



SÍTIO SÃO ROQUE: Que tal conhecer um pouco mais da história do café no Ceará? O @sitiosaoroquemulungu, um dos pioneiros no cultivo do café ecológico com produção sombreada, é parada obrigatória para quem está visitando Mulungu. As visitas são realizadas de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h, mediante agendamento prévio no (85) 3328 1328 ou (85) 9 99839875.




PIRÂMIDE AKHETATTON: Uma atracação "inusitada" em Mulungu é o espaço holístico @akhetatton, que oferece diversas terapias e experiências bioenergéticas. A pirâmide, feita totalmente em quartzo, não tem fins turísticos, mas é possível agendar uma visita através do 85 99645 5666.



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