domingo, 13 de julho de 2014

Aquiraz | conhecendo a primeira capital do Ceará

Sempre que a gente chega numa cidade, buscamos conhecer (e mostrar à Valentina) um pouco da história do local que visitamos. Semana passada fomos fazer um passeio bem legal na cidade de Aquiraz, que fica a menos de 30km de Fortaleza, e foi uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre ela. A maioria dos seus visitantes conhecem Aquiraz pelo complexo turístico Beach Park, mas que podem incluir em seu roteiro uma visita ao centro da cidade, que foi a primeira capital do Ceará, até o ano de 1701. 

Dividimos nossa visita em duas etapas, onde na primeira conhecemos o centro histórico e na segunda fomos ao Engenhoca Parque Educativo, um queridinho nosso e que sempre gostamos de voltar. Hoje vou falar da nossa visita ao centro histórico. A principal atração é o Museu Sacro. Logo ali pertinho ficam a Igreja e a Praça Matriz, o Mercado Velho (hoje conhecido como Mercado das Artes), a Vila do Capitão-Mor e as Ruínas dos Jesuítas, localizada dentro do Engenhoca Parque.

Chegamos em Aquiraz por volta de 10h30, sob um forte calor típico do Ceará. Nossa primeira parada foi no Museu Sacro São José de Ribamar, sendo este o primeiro museu de arte sacra do estado e um dos primeiros do Nordeste. O prédio que abriga o museu era, originalmente, a antiga Casa de Câmera e Cadeia do município. Seu acervo conta com mais de 450 peças expostas, como missais de diferentes épocas, oratórios, mobiliário e indumentária, além de imagens eruditas. A visitação, que é guiada onde temos informações sobre a história do museu e das obras, gratuita, e ocorre de terça a sábado, das 9h às 17h. 



Registrando nossa visita

Parte do acervo do Museu São José de Ribamar


Exemplar de chaves das celas da cadeia


 




Após nossa visita ao museu, fomos conhecer as demais construções que fazem parte do centro histórico. Fomos informados que o antigo Mercado Velho (ou Mercado da Carne), hoje Mercado das Artes, estava fechado, por isso fizemos apenas algumas fotos do local. Trata-se de uma construção antiga, do século XIX. O local já foi considerado o coração da cidade. Seu portão principal é bem amplo, pois servia de passagem dos carros de bois, transporte muito utilizado na época da sua construção. O prédio foi tombado em 1988 e estava fechado no momento da visita.



Nosso próximo ponto de visitação, foi a Igreja e a Praça Matriz, localizadas ao lado. A igreja foi construída no século XVIII, sendo a segunda igreja mais antiga do Ceará (a primeira fica na cidade de Viçosa). A Igreja tem sua história ligada à criação da Vila São José de Ribamar, que foi a primeira capitania do estado. Existe uma lenda que envolve a imagem do seu padroeiro, São José de Ribamar, que foi encontrada noutro povoado e que nem mesmo um carro de boi conseguiu removê-la. Contudo, ao surgir a ideia de levá-la para a Igreja de Aquiraz, esta teria ficado tão leve que uma única pessoa conseguiu transportá-la. São José de Ribamar, o "São José de Botas", continua sendo alvo de grande devoção. Infelizmente também estava fechada durante a nossa visita e fizemos apenas algumas fotos do lado externo.









A quarta parada do centro histórico era a Casa do Capitão-Mor, mas pasmem!!, também estava fechada e não tivemos sucesso no acesso. Fomos informados que hoje é uma propriedade privada e que as visitas tinham que ser agendadas com bastante antecedência (coisa que não tínhamos feito). A casa é a mais antiga da cidade e até pouco tempo ainda mantinha suas características da época. 



Ficamos um pouco decepcionados com nosso roteirinho, pois esperávamos explorar um pouco mais da cidade. Com exceção do Museu Sacro, nenhum outro local estava aberto ou tinha um guia que pudesse nos dar maiores informações, o que achamos lamentável, visto que a cidade tem grande potencial turístico e uma história que certamente desperta interesse em muitos visitantes. Ainda assim, achamos que valeu a visita e incluir o centro histórico em nosso passeio. 
Postar um comentário

Curta nossa fanpage

Se inscreva no nosso canal

Nossos parceiros

Fazemos parte