A nossa segunda parada na viagem #rodandopelaIbiapaba foi na cidade de Ubajara, a 311kms de Fortaleza e com cerca de 850m de altitude, conhecida por abrigar o menor Parque Nacional do País. Como tínhamos apenas o domingo para conhecer a cidade (em virtude do Parque, que funciona apenas nos fins de semana), dividimos nosso passeio em dois momentos distintos, sendo o primeiro voltado para conhecermos o patrimônio histórico-cultural da cidade e o segundo para o Parque e a Gruta (que falaremos mais adiante).

COMO CHEGAR?

A partir de Fortaleza (pela BR-222), a viagem dura cerca de 4 horas de carro e em torno de 6 horas de ônibus, por uma estrada relativamente boa. A empresa Guanabara faz o trajeto com passagem por R$ 36,85 o convencional e R$ 47,90 o executivo (cotação aqui em abril de 2015, saindo de Fortaleza).

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Ubajara significa Senhor da Canoa. "O nome teria surgido de uma lenda de um cacique que, vindo do litoral, teria habitado a gruta por muitos anos. Inclusive na bandeira do município conta a imagem de um cacique remando em uma canoa."* A cidade era primitivamente habitada pelos índios tabajaras. Já colonizada, em meados de 1877, devido a uma grande seca que assolava o estado, várias famílias emigraram para sítios da região, organizando e desenvolvendo o que mais tarde viria tornar-se Ubajara.

Acompanhe um pouco mais da nossa viagem pelo instagran @rodandopeloceara através da hastag #rodandopelaibiapaba.



Quando visitamos qualquer cidade, seja ela do porte que for, buscamos sempre conhecer um pouco da sua história e seus aspectos culturais, convivendo com os moradores da forma mais simples possível e participando de alguma forma da rotina da cidade.

No caso de Ubajara, o turismo parece ater-se ao Parque Nacional e a Gruta. Nem mesmo moradores, quando indagados, sabiam nos guiar pelos atrativos que o município oferecia. Uma pena, pois havia muita história a conhecer e percorrer! Nosso roteiro incluía vários atrativos (que havíamos pesquisados antecipadamente), mas talvez por ser fim de semana, encontramos quase todos os locais fechados. Apesar da cidade ser considerada a "capital do turismo da Ibiapaba", vem perdendo um pouco de força no setor, sendo muitas vezes apenas local de passagem por aqueles que deixam de conhecer sua rica história e seus atrativos tão fascinantes, mas pouco divulgados.

ATRATIVOS RELIGIOSOS

Nossa primeira parada foi na Igreja Matriz. Apresentava uma grande reforma na praça em frente a Igreja, o que dificultou um pouco o acesso de carro no local, mas não impediu que contemplássemos a sua beleza. A paróquia de São José foi oficialmente criada em 1934, sendo reformulada em 1941 e reinaugurada em 1950. Trata-se de um tempo imponente e que chama atenção. Conhecemos apenas a sua parte externa, devido as missas que aconteciam no dia da nossa visitação.



Outro atrativo da cidade é o Santuário Mãe Rainha, com uma escadaria de cem degraus e uma bela paisagem. Fica localizado no bairro São Sebastião, na saída de Ubajara, quem tem como destino o município de São Benedito. O local é bem cuidado. Tem uma pequena capela simples, mas encantadora, assim como seu jardim repleto de flores características da região.


ATRATIVOS CULTURAIS

Quando fazíamos o roteiro, nos chamou atenção a possibilidade de conhecer a Casa da Família Magalhães, a primeira casa construída em Ubajara, localizada logo atrás da Igreja Matriz, na rua 31 de Dezembro. Lá viveram ubajarenses ilustres, como Raimundo Magalhães Júnior, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras. É incrível como um local com tamanha importância não esteja apontado como ponto de visitação a quem busca conhecer mais da história da cidade.


Destacamos ainda a Casa da Cultura Raimundo Magalhães Júnior, também localizada atrás da Igreja Matriz. Inaugurada em Dezembro de 2008, o local funciona com um pequeno acervo, mas infelizmente estava fechado na ocasião da nossa passagem pela cidade.



Logo ali pertinho paramos para observar o movimento bucólico da cidade. Como a maioria das cidades de interior, há um intenso vai e vem em torno da praça. A praça Pergentino Ferreira da Costa, mais conhecida como Praça do Relógio, se destaca por uma torre no seu centro com um relógio. Construída na década de 60, ainda mostra-se imponente com suas palmeiras e árvores históricas. Ali é possível tomar um delicioso sorvete ou apenas descansar sob a brisa gostosa da serra.







Nossa última parada antes de seguir para o Parque Nacional foi no monumento do índio localizado na Praça do Senhor da Canoa, que fica em frente a rodoviária (logo na entrada da cidade) e que infelizmente aparentou estar esquecida. Ainda assim nos rendeu fotos bonitas e contemplativas.








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A equipe do blog Rodando pelo Ceará esclarece que as opiniões acima são pessoais e refletem nossa experiência e satisfação quanto aos roteiros e serviços prestados.

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Quer mais dicas sobre a região?
Leia aqui sobre nossa visita ao Parque Nacional de Ubajara.
Aqui você encontra nossa indicação de hospedagem em Ubajara.
Veja também o que fizemos em Tianguá e Viçosa do Ceará.

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Aproveitamos (mais um) feriado prolongado e resolvemos arrumar as malas e viajar. O destino da vez foi a sempre querida #serradaibiapaba, uma região com forte apelo turístico e que atrai visitantes o ano inteiro em busca de conhecer “um outro Ceará”, de clima frio (de 16 a 25º, em média). Próximo a divisa com o Piauí, a região é composta por municípios que oferecem ao visitante muita aventura e contato com a natureza, com banhos de bicas, cachoeiras, trilhas, parque nacional e muito mais. 

Contudo, tínhamos alguns dificultadores em nossa viagem que limitavam um pouco o nosso roteiro. O primeiro deles foi sem dúvida estar com uma criança de apenas 4 anos. Buscamos, por tanto, conhecer locais de fácil acesso e com trilhas curtas. Por um lado isso não nos permitiu conhecer alguns pontos turísticos que requerem um pouco mais de aventura do visitante. Mas, por outro, não impediu que tivéssemos acesso a lindas paisagens e deliciosos banhos. O segundo motivo foi o curto tempo para tantas opções. Foi difícil conseguir fechar um roteiro, pois tínhamos apenas 5 dias para visitarmos 5 cidades e algumas delas realmente mereciam muito mais da nossa atenção. No final, voltamos realizados, felizes e claro, com vontade de voltar logo, né?


A nossa primeira parada foi a cidade de Tianguá, distante cerca de 320km de Fortaleza. A viagem, feita pela BR-222, dura cerca de 4h30. Ficamos mais precisamente no Sítio do Bosco, um empreendimento local muito procurado por quem visita a região e que colocou de vez a cidade no roteiro de aventura da Ibiapaba. Fizemos todo o contato antes com a equipe via telefone e sempre foram muito solícitos no atendimento. O Sítio do Bosco é um recanto frio e sossegado, considerado como um dos melhores campings do Nordeste. Sua infraestrutura é equipada para receber até 500 campistas.

LOCALIZAÇÃO
Saindo de Fortaleza, seguimos pela BR-222 até chegar em Tianguá. Uma placa sinaliza a entrada para o Sítio, cerca de 4kms após a BR. A estrada está boa e não tivemos qualquer contratempo no caminho. Ressaltando que estávamos em veículo próprio, mas é possível pegar táxi ou moto-táxi no centro de Tianguá e se deslocar até o Sítio. Chegamos ao local por volta das 14h e após nos identificarmos na entrada e pagar a diária da hospedagem, onde nos foi dada pulseiras de identificação, nos apresentamos a equipe responsável pelo camping.

ÁREA DE CAMPING
O valor da diária é de R$ 50,00 com a sua barraca e R$ 60,00 com a barraca deles. Também existe a opção de chalés, com diárias que custam R$ 200,00 (valores em abril de 2015). Optamos por acampar e usarmos a barraca deles. Nos foi orientado levar apenas lençóis e travesseiros. O valor é pago na chegada e inclui a diária para casal (nossa filha ficou conosco na barraca e não pagou nenhuma taxa extra) e café da manhã.

Encontramos várias barracas já montadas e escolhemos uma, com uma super vista da “varanda” para a serra. Em poucos minutos colocaram os colchonetes com cobertas limpas. Vale ressaltar que como chovia as barracas já estavam com uma lona protetora, impedindo qualquer infiltração. Foram todos muito atenciosos e solícitos. 


Acompanhe um pouco mais da nossa viagem pelo instagran @rodandopeloceara através da hastag #rodandopelaibiapaba.


A área coletiva como banheiro estava sempre limpa. Há alguns locais que é possível ficar com a barraca próxima a tomadas de energia, mas acabamos percebendo isso só depois de já instalados. De toda forma, têm-se muitas tomadas espalhadas, como no bar temático, banheiro, restaurante etc.



SERVIÇOS
A hospedagem (entre R$ 50,00 e R$ 60,00 na área de camping e R$ 200,00 no chalé) inclui café da manhã, que achamos farto, com opções de suco, café, leite, pães, bolo, tapioca, frutas, frios e ovos. Tudo fresquinho e muito gostoso. É servido no restaurante, área comum do camping próximo a entrada.



A internet wifi é free e funciona bem. O uso foi tranquilo durante todo o período. Não possui cozinha comunitária, mas dispõe de restaurante com almoço e jantar e uma lanchonete ao lado do mirante, também bem servida. Após instalados, seguimos para um delicioso e gelado banho em uma piscina natural. A descida é por uma pequena trilha tranquila de ser feita e o banho recompensador. 


Para as crianças existe a opção do parquinho logo ao lado da área de camping, com balanço, escorrega e uma pequena escalada. Nossa filha gostou muito e foi um atrativo a mais pra estarmos brincando com ela.



Ressalva para o cardápio do bar temático, que por sinal é um charme a parte. Fizemos um lanche super gostoso por um preço justo. Misto quente R$ 3,00. Chocolate quente R$ 4,00. Não provamos, mas nos disseram que os pastéis (R$ 10,00 8 unidades) são bem grandes e satisfaz bem 2-3 pessoas. Também há opção de jantar no restaurante até às 19h30. Jantamos um frango assado com baião e salada e a comida serviu bem para um casal com uma criança. 

Como estávamos bem cansados da viagem, logo dormimos a noite. Mas rolou um sozinho ao vivo muito legal pertinho da área de camping, foi bem gostoso ouvir.

Sítio do Bosco
E-mail: fale@sitiodobosco.com.br
Telefone de contato: (88) 9444.8967
Site: www.sitiodobosco.com.br/
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A equipe do blog Rodando pelo Ceará esclarece que as opiniões acima são pessoais e refletem nossa satisfação no serviço contratado.

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Veja também o que fizemos em Ubajara e em Viçosa do Ceará.

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Já falamos aqui no blog sobre a charmosa cidade de PacatubaEstivemos mais uma vez na cidade para prestigiar o maior espetáculo ao ar livre do Ceará e o segundo maior do nordeste, a Paixão de Cristo de Pacatuba, que conta com a tradição de 41 edições e acontece na Praça da Paixão, uma praça-teatro onde é encenada a peça, com mais de oito mil metros quadrados e cenários que recriam as construções do tempo de Cristo, criada especialmente para a realização do evento, que tamanha a sua popularidade, já não suportava mais ser feito nas ruas da charmosa cidade.


Pacatuba fica apenas 30min da capital cearense, Fortaleza. A estrada é a mesma que leva à cidade de Maranguape e é bem sinalizada.



A primeira edição aconteceu no ano de 1974 e ao longo dos anos passou a ter um caráter mais teatral. O percurso das 14 estações era feito na casa de moradores e finalizada na Igreja Matriz da cidade, onde ocorria a crucificação de Jesus Cristo.

Com o tempo, o historiador Antony e sua esposa Elizete, moradores de Pacatuba, passaram a dar um ar mais teatral à encenação. A Praça da Paixão foi idealizada por Antony. O espetáculo ganhou novas formas e começou a ficar grande demais!!! Costuma reunir cerca de 20 mil pessoas para assistir ao evento. Para tanto, uma impressionante estrutura foi montada e junto a ela soma-se efeitos de luz, sonoplastia e cenografia, dando ainda mais realidade aos momentos ali vividos por Jesus Cristo. O elenco, que conta com mais de 200 atores, é formado quase que em sua totalidade por moradores da cidade e tem o apoio da Prefeitura da cidade. Durante o evento, a Praça da Paixão fica rodeada de camarotes e arquibancadas para acolher os visitantes que prestigiam o espetáculo, de dentro e fora do Estado.