sexta-feira, 7 de abril de 2017

Roteiro turístico para curtir o Rei do Baião: Parte 1 - Parque Asa Branca

Todos sabem que o propósito do blog Rodando pelo Ceará é enaltecer as belezas e a diversidade de roteiros do nosso Ceará. Prestes a comemorarmos três anos de vivência e muitas viagens, vamos falar pela primeira vez de um roteiro fora do estado, mais precisamente um roteiro turístico para quem admira ou tem curiosidade de saber mais sobre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Apesar dos atrativos desse roteiro encontrarem-se noutro estado, é uma visita imperdível até mesmo pela proximidade com o Cariri e tem sido um roteiro muito requisitado por quem é ou está na região. As canções do 'Rei do Baião' que o digam. Desde o "Viva meu Padim" ao "Cratinho de Açúcar", o carinho poético de Gonzaga era marcante pela região e, por esse motivo, incluímos a visita a cidade de Exu em nossa #ExpediçãoSertões.


O roteiro foi idealizado pelo Iu-á Hotel, localizado na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará e distante 92kms de Exu, no Pernambuco, cidade natal de Gonzagão. O passeio é feito com todo o conforto em um doblossauro, com motorista e guia acompanhando todo o percurso, que tem duração em média de 8 horas (no nosso caso, optamos por fazer um roteiro mais enxuto, mas mesmo assim incrivelmente rico). 


Quer conhecer mais sobre o Iu-á Hotel? Confere aqui o review falando da nossa hospedagem!
Após tomarmos o café da manhã, saímos de Juazeiro do Norte pontualmente às 8h da manhã com destino a cidade de Exu, no Pernambuco! No caminho, vamos escutando nossa guia contar histórias da Chapada do Araripe e a relação do Rei do Baião com o Ceará. Luiz Gonzaga viveu em Exu até seus 18 anos quando, em 1930, precisou sair fugido da cidade por conta de uma história de amor proibida com a filha de um poderoso coronel. Esse foi um dos momentos mais incríveis da nossa #ExpediçãoSertões, pois podemos através desse roteiro vivenciar as raízes da história de Luiz Gonzaga e apreciar sabores locais, com seus cardápios regionais e licores artesanais.

Resolvemos dividir o roteiro em dois post's, sendo o primeiro mostrando o Parque Asa Branca e um próximo post mais histórico e cultural, que apresentaremos em breve! Então, vem com a gente e acompanhem toda essa aventura!

Pela manhã fizemos nosso passeio pelo Parque Asa Branca, um espaço totalmente dedicado à história de vida e à carreira de Luiz Gonzaga. Lá tivemos a oportunidade de conhecer uma réplica da casa de reboco onde o cantor nasceu, o Museu do Gonzagão, a casa do artista, o mausoléu com seus restos mortais e de outros familiares, além da casa de Januário, seu pai.


Difícil chegar em frente a casinha de reboco e não cantarolar os versos de uma das canções mais conhecidas de Gonzagão. Quem não lembra do Rei cantando: "Todo tempo quanto houver pra mim é pouco pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco". A réplica da casa de barro batido onde o cantor nasceu fica logo na entrada do Parque Asa Branca e mostra no seu interior um modo todo característico das casas mais simples do antigo homem do sertão. Uma construção rústica, com uma redinha pendurada, alguns quadros na parede de barro, o lampião pra iluminar a noite escura... Uma beleza tão poética e ao mesmo tempo ímpar!




É também no Parque Asa Branca que temos a oportunidade de visitar o Museu do Gonzação, inaugurado em 1989 por Gonzaguinha. Infelizmente não é possível fotografar dentro do ambiente, mas o visitante terá a oportunidade de conhecer objetos diversos que foram de Luiz Gonzaga e que contam sua história, como fotos, LPs, sanfonas, entre outros acervos. Em dias de menor movimento, o visitante tem a oportunidade de se caracterizar como um autêntico sanfoneiro nordestino! Em frente ao Museu, nos deparamos com uma bela estátua de Gonzagão e sua sanfona, onde a parada pra aquela foto é "obrigatória".



A próxima parada é a Casa do Rei do Baião, última morada de Luiz Gonzaga. Comprada pelo cantor quando tinha mais de 60 anos, o músico enfim se estabeleceu residência na propriedade que viera a chamar de Parque Aza Branca. De fato, o músico nunca conseguiu deixar sua pequena Exu. Por anos serviu de ponto de apoio nas visitas dele na cidade e finalmente o cantor morou oficialmente na casa entre os anos de 1982 até sua morte em 1989. 





Seguimos para o Mausoléu do Gonzagão, construído por seu filho Gonzaguinha e que abriga os restos mortais do cantor e de outros familiares, como a esposa Helena, sua mãe Ana e seu pai Januário.



A última parada dentro do Parque Asa Branca é igualmente emocionante e poética. Trata-se da casa de Januário, local que o cantor construiu pra ficar próximo do pai, que viveu na casa até a sua morte, em 1978.






Consideramos uma grande oportunidade a visitação ao Parque Asa Branca e o fato da nossa visita ter sido acompanhada por uma guia local foi ainda mais enriquecedora. O Parque funciona de terça a domingo, das 8h ás 12h e das 13h às 17h e a taxa de entrada é de R$ 6,00 (junho/2016),
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